Congelamento de Embriões 

O congelamento de embriões, também chamado de criopreservação, é uma etapa complementar da fertilização in vitro (FIV). Para que ele seja possível, inicialmente é realizada a coleta de óvulos e espermatozoides, que são levados ao laboratório para a fertilização, geralmente por meio da técnica de ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide). Após a formação dos embriões, seu desenvolvimento é acompanhado e, entre o 5º e 6º dia, eles podem ser congelados.

Essa estratégia é indicada, por exemplo, quando há produção de embriões excedentes após uma tentativa de transferência, ou quando se deseja preservar material para uso futuro. Uma das grandes vantagens é que não existe prazo de validade determinado: os embriões podem permanecer congelados por muitos anos sem prejuízo da qualidade, havendo relatos de gestações bem-sucedidas após mais de três décadas de armazenamento.

O processo é feito colocando os embriões em uma solução com substâncias protetoras, que são então armazenados em botijões de nitrogênio líquido a -196 °C. Estudos demonstram que embriões congelados apresentam taxas de implantação e desenvolvimento semelhantes — e em alguns casos até superiores — às dos embriões transferidos a fresco.

Além disso, a criopreservação reduz custos e desgastes físicos em novas tentativas, já que evita a necessidade de repetir todo o processo de estimulação ovariana e coleta de óvulos. Assim, garante ao casal a possibilidade de novas chances de gravidez com segurança e eficiência.

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